Carro zero ou consertar o usado. Quando é a hora?

Falta de manutenção periódica do veículo pode antecipar essa escolha, o que faz o proprietário perder dinheiro

 

Trocar o carro por um modelo mais novo todo mundo quer e pensa. Aqueles com maior folga financeira diriam que a cada dois anos seria o ideal. Outros dão a dica de que a cada cinco anos é hora de mudar de modelo. Já a maioria precisa fazer as contas com atenção antes de optar pela troca do carro, independente da idade dele. E coloque na conta a depreciação de até 20% nos dois primeiros anos de um carro retirado zero. Mas, quando é o momento certo para se trocar de carro?
A resposta a essa pergunta não é tão simples. “A rigor todo carro pode ser consertado, mas quando o custo de manutenção passar de 30% do valor talvez seja o momento de se pensar em investir em um carro um pouco mais novo”, afirma Evaldo Kosters, presidente do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado do Paraná (Sindirepa-PR).
Kosters defende que o carro não é um bem de valor e sim um bem de consumo e, portanto, sempre é passível de ser consertado. Essa possibilidade deve ser levada em consideração, especialmente se o orçamento não permitir.
Ele ressalta que no caso do carro que tem um orçamento da oficina que representa 30% do seu valor, isso é indício de que o motorista não dispensou os cuidados necessários. “Na hora de vender esse carro também irá apresentar uma depreciação maior que aquele que, mesmo com mais idade e quilometragem, esteja em boas condições”, afirma.
Via de regra, Koster orienta que uma revisão geral sempre seja feita a cada seis meses ou a cada 60 mil quilômetros. Mesmo com valor de mercado menor, em função da depreciação, os veículos que possuem até cinco anos de uso ou 60 mil quilômetros rodados continuam adequados e seguros, o que torna mais vantajoso realizar sua manutenção do que trocá-lo por um carro novo.
A média de depreciação anual, considerando que sejam realizadas manutenções e revisões adequadamente, é de cerca de 10% ao ano.  Essa é a dúvida de muitos consumidores ao pensar em adquirir um automóvel novo. Mesmo considerando os custos de revisão, manter o carro usado é mais econômico se comparado à compra de um zero km, conforme estimativas do Sindirepa.
“Até cinco anos de uso ou 60 mil quilômetros rodados, o custo de uma revisão completa gira em torno de 15% do valor atual do veículo. Mas, para adquirir um modelo novo, seria necessário investir 100% sobre o valor do automóvel”, contabiliza Kosters. Além de garantir que o carro usado funcione adequadamente, a manutenção também ajuda a reduzir as perdas de valor em uma futura revenda.

 

 

Fonte: Bem Paraná

 

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