Vai cair o preço do seguro de carro?  O índice de roubo de carros está em queda há cinco meses no Estado de São Paulo. A se consolidar essa tendência, a Secretaria Estadual de Segurança Pública aposta que em algum momento, possivelmente em 2015, as seguradoras serão compelidas a reduzir os patamares dos preços dos seguros, pela primeira vez nos últimos anos, o que é outra boa notícia. Os preços dos seguros obedecem à lei do risco da cobertura. Menos roubos, mais barata a apólice. O Estado de São Paulo é responsável por cerca de 40% do mercado de seguros de veículos no País. O secretário Fernando Grella atribui a redução dos roubos de veículos à Lei dos Desmanches, promulgada em janeiro pelo governador Alckmin e regulamentada em portaria de junho. Grella anunciou a lei em entrevista exclusiva à Rede APJ (Associação Paulista de Jornais) ainda em 2013. Como efeito, em setembro último, por exemplo, a polícia vistoriou 42 estabelecimentos que comercializam peças de veículos na região de Araçatuba e 16 foram interditados. Ao todo no Estado, foram fechados 385 desmanches irregulares de um total de 707 fiscalizados. São estes os índices negativos de roubos de automóveis (média estadual): junho: -2,6%; julho: -11,2%; agosto: -10,9%; setembro: -9,4; outubro: -11,1%. Furtos: junho: -2,5%; julho: -0,5%; agosto: -0,5%; setembro: +3,5%; e outubro: -1,2%. O jornal O Estado de S.Paulo calcula que cerca de 100 mil veículos são desmontados todos os anos somente na Capital e 10% dos locais são clandestinos.

Flexibilização
O pulo do gato na queda dos roubos de carros é o controle fiscal sobre o setor. Os desmanches devem ser cadastrados no Detran e Secretaria da Fazenda e as peças são identificadas e devem ser acompanhadas de nota fiscal. Aqui cabe mais uma vez a ponderação. A redução de players no mercado de fato colabora para afastar atividades criminosas, mas ao mesmo tempo concentra os negócios em poucas empresas e afasta dos leilões o cidadão comum que deseja “garibar” o seu carrinho. As pessoas físicas de boa-fé estão impedidas de participar dos leilões de sucatas, conforme já exposto nesta coluna semana passada. Alguém pode explicar o porquê?

Fonte: Diário do Grande ABC

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