Venda online é nova fronteira para corretoras

Quando o assunto é venda pela internet, o Mercado de Seguros Brasileiro ainda é reticente. Muita coisa avançou, mas o caminho a ser trilhado ainda é longo. Ou seja, tem espaço a ser ocupado pelos Corretores. Esse foi um tema muito recorrente em várias palestras no XVI Conec.

Em uma delas, “Ponto com”…Ponto quem? Ponto como?” especialistas do mercado mostraram dados que apontam a tendência de compra e venda de seguro pela internet. Rafael Caetano, responsável pelos canais eletrônicos da Porto Seguro, disse que o cliente de internet “é um cliente normal” e que a cada dia cresce o número de pessoas que buscam informações sobre seguros na rede. Ele alertou que a venda internet é uma tendência. Chamou atenção dos os corretores presentes no Anhembi que há um grande filão a ser explorado, inclusive em mobile, já que é crescente o número de brasileiros que usam smartphone. Ele apenas alertou para os sites de comparação de preços. Segundo ele, essas ferramentas induzem o corretor a tomar decisões com base apenas na comparação de preços deixando de lado o aspecto proteção.

E o lado jurídico? Muitos acham que “caiu na rede é peixe”, que a internet é terra de ninguém. Não é bem assim. Foi isso que mostrou o advogado Rony Vainzof, do escritório Ópice Blum, especializado em Direito Eletrônico. Segundo ele, o Brasil é o país com mais decisões jurídicas ligadas ao comércio eletrônico no mundo. Ele alertou quanto à contratação de seguros no ambiente digital e reiterou que a internet não é um meio sem leis. “A tecnologia e o direito são usadas de forma simples. Se a invasão a domicílio era crime, a lei 12.737/2012, conhecida como lei Carolina Dieckman, surgiu para proteger o direito constitucional da privacidade no ambiente digital”, disse, ao ressaltar que manifestação da vontade de forma eletrônica é a contratação interpessoal através da internet.
Fonte: Segs

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